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Brasil tem cada vez menos áreas cobertas por água

Por DW


Foto: Pexels
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O Brasil registrou uma nova redução em sua área coberta por água em 2024, perdendo 4 mil km² de superfície alagada em relação ao ano anterior, o equivalente a três vezes a cidade do Rio de Janeiro. Atualmente, 179 mil km² do território nacional permanecem cobertos por água, mas essa extensão é 2% menor do que em 2023. O levantamento do MapBiomas revela que, desde 2009, a tendência de queda tem sido contínua, com os ambientes naturais, como rios e lagos, sendo os mais afetados. O Pantanal, por exemplo, teve uma redução drástica de 61% em sua superfície de água desde 1985, agravando impactos ambientais e dificultando a navegação e o abastecimento de comunidades locais.


A Amazônia enfrentou uma nova seca extrema em 2024, com perda de 3,6% da superfície coberta por água em relação à média histórica do bioma. Mais da metade dos rios amazônicos registrou queda no volume de água, com destaque para os rios Trombetas, Negro e Solimões. Já no Rio Grande do Sul, apesar das chuvas intensas e enchentes entre abril e maio, o Pampa terminou o ano novamente seco, demonstrando a irregularidade dos eventos climáticos extremos. Especialistas apontam que chuvas intensas não são suficientes para recuperar rios e aquíferos a longo prazo, sendo necessária uma regularidade hídrica maior.


Enquanto alguns biomas sofrem com a seca, outros, como a Caatinga, tiveram um período mais úmido em 2024, com a maior superfície de água registrada na última década. No Cerrado, no entanto, há uma mudança preocupante: pela primeira vez, há mais água armazenada em estruturas artificiais, como represas e hidrelétricas, do que em rios e lagos naturais. Estudos indicam que 91% das bacias hidrográficas do Cerrado perderam água nos últimos 40 anos, impulsionadas pelo desmatamento. No geral, a Amazônia concentra 61% da água superficial do país, seguida pela Mata Atlântica (13%) e pelo Pampa (10%). O estudo reforça que a conservação das nascentes e vegetação ribeirinha é essencial para manter o equilíbrio hídrico e evitar crises futuras.


 
 
 

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O projeto Tempo de Aprender em Clima de Ensinar foi criado pela equipe do Laboratório de Meteorologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (LAMET/UENF), com o intuito de discutir com alunos e professores de escolas públicas as diferenças entre os conceitos de “tempo” e “clima” através de avaliações e estudos das características da atmosfera.

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